Fiscalização aponta falhas graves e atraso na entrega de remédios em Redenção do Gurgueia (PI)
Esse procedimento é obrigatório e serve para assegurar que os produtos adquiridos atendam de forma eficiente às reais necessidades da administração pública.A Prefeitura de Redenção do Gurgueia, no Sul do Piauí, foi alvo de inspeção do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), que identificou falhas graves na condução de licitações e na gestão de contratos, especialmente relacionados ao fornecimento de medicamentos para a população. As irregularidades resultaram na aplicação de multa ao ex-prefeito Ângelo José Sena Santos e motivaram uma série de recomendações do órgão de controle.
Entre as principais falhas apontadas pela equipe técnica do TCE estão a ausência de estudos técnicos preliminares, fundamentais para justificar a adesão a atas de registro de preços. Esse procedimento é obrigatório e serve para assegurar que os produtos adquiridos atendam de forma eficiente às reais necessidades da administração pública.
Outro problema grave foi a divergência entre os produtos licitados e os efetivamente entregues, o que indica falhas no acompanhamento e na fiscalização dos contratos. Além disso, foram constatados casos de atraso na entrega de medicamentos, situação que coloca em risco o abastecimento das farmácias municipais e pode comprometer diretamente o atendimento de pacientes que dependem desses insumos.
A inspeção também revelou que o município não possui Plano Anual de Contratações, instrumento exigido pela Lei nº 14.133/2021 (nova Lei de Licitações), que visa planejar de forma transparente e eficiente as contratações públicas, prevenindo desperdícios e melhorando a gestão dos recursos públicos.
Como consequência das falhas, o TCE-PI decidiu pela aplicação de multa de 500 UFRs/PI ao ex-prefeito, além de expedir diversas recomendações à gestão municipal. Entre elas, destacam-se a necessidade de elaboração de estudos técnicos antes de adesões a atas de preços, a designação formal de fiscais e suplentes para os contratos, capacitação adequada dos fiscais, além da elaboração e implementação do Plano Anual de Contratações.
O relatório ainda sugere que o município adote medidas para garantir a entrega pontual dos medicamentos, observando prazos contratuais e assegurando o controle de qualidade dos produtos entregues.
A decisão foi tomada por unanimidade na Segunda Câmara do Tribunal, que reforçou a importância de uma gestão mais responsável e transparente para evitar prejuízos à população. O processo foi acompanhado pela Procuradora do Ministério Público de Contas, Raissa Maria Rezende de Deus Barbosa.
Fonte: JTNEWS
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