Maria da Penha visita Teresina e ganha cidadania piauiense na Assembléia Legislativa do Piauí

A homenageada – Maria da Penha Maia Fernandes, é farmacêutica, tem três filhas e hoje é um ícone dos movimentos sociais que defendem os direitos das mulheres e combatem a violência doméstica.

Nesta quarta-feira (28), a partir das 17 horas, Maria da Penha estará na Praça dos Orixás, no bairro São Joaquim, para contar sua história durante a atividade “Dialogando sobre a violência contra mulher”. O evento terá apresentações culturais e a entrega do título de cidadã teresinense para ela, de autoria do vereador Venâncio Cardoso.



O evento também será o momento de celebrar os 13 anos de existência da Lei Maria da Penha e os cinco anos do Projeto Lei Maria da Penha em Cordel nas Escolas, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM).

Foto: Divulgação/Instituto Maria da PenhaMaria da Penha
Maria da Penha, nome que inspirou a principal lei sobre violência doméstica do País

Com a iniciativa, já foram atendidas mais de 70 mil crianças em mais de 180 unidades da rede municipal de ensino da capital. O trabalho é realizado pelo cordelista Tião Simpatia.

A Assembleia Legislativa do Piauí vai conceder na próxima quinta-feira (29), às 10h, no plenário, cidadania à farmacêutica cearense Maria da Penha, que dá nome à lei de combate à violência contra a mulher – Lei nº 11.340.

Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 7 de agosto de 2006, mas que só entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006, essa lei é uma importante ferramenta legislativa no combate à violência doméstica e familiar contra mulheres no Brasil.

A iniciativa da outorga da cidadania é da deputada estadual Lucy Soares (Progressistas), que tem sido combativa na defesa dos direitos das mulheres no Piauí.

Foto: Lucas Dias/GP1Lucy Soares
Deputada estadual Lucy Soares (Progressistas)

Hoje, Maria da Penha é um ícone dos movimentos sociais que defendem os direitos das mulheres e combatem a violência doméstica.

Ela nasceu em Fortaleza (CE) em 1945, é farmacêutica e tem três filhas. Ela também é fundadora do Instituto Maria da Penha, uma ONG sem fins lucrativos que luta contra a violência doméstica contra a mulher.

Em 1983, o economista e professor universitário colombiano Marco Antonio Heredia Viveros, seu marido, tentou matá-la. Duas vezes. Na primeira, atirou contra a esposa, simulando um assalto. Na segunda, tentou eletrocutar Maria da Penha quando ela estava no banho. Por conta das agressões sofridas, Maria da Penha ficou paraplégica.

Dezenove anos depois, seu agressor foi condenado somente no mês de outubro de 2002, quando faltavam apenas seis meses para a prescrição do crime. Marco Antonio foi preso e cumpriu apenas dois anos (um terço) da pena a que fora condenado. Ganhou liberdade em 2004.

Encerrando sua passagem por Teresina, Maria da Penha visita a CMEI Teresa Cristina, no Centro de Teresina, às 15h. Na oportunidade será realizada uma acolhida, além de apresentações culturais de couro.

Fonte: JTNews com informações do Parlamento Piauí e Ascom SMPM

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