DISCURSO
Alusão ao 7 de Setembro de 2025É com imensa honra e satisfação que apresento a vocês, estimada plateia, a Polícia Penal do Piauí. Quanta alegria fazer parte deste brilhante desfile! É minha primeira vez, é vez primeira da Polícia Penal, na primeira capital do Piauí.
À frente do pelotão, como porta-bandeira, uma policial penal, em flagrante demonstração de inclusão das mulheres na carreira penitenciária. Seguindo-a, servidoras e servidores que fazem da unidade prisional Maria de Cota um lugar de transformação humana: setores da saúde, assistência social, administração, cozinha, portaria, monitoramento.
Por trás de todo esse staff, dando-lhe suporte para o necessário trabalho ressocializador, os imprescindíveis policiais penais: gerentes, chefe de disciplina, supervisores, grupo de escolta, plantonistas – pés, mãos, olhos e ouvidos da unidade. Devotos homens e mulheres que dariam suas vidas em defesa da sociedade – conforme estrofe do Hino da Polícia Penal do Piauí:
“Renunciaste à paz pessoal,
Fizeste da justiça teu norte,
Com corpo e alma combates o mal,
Com firmeza e fé enfrentas a morte”.
Nossa profissão remonta à origem do crime. Se me permitem divagar, desde que se abriu a Caixa de Pandora, fez-se imperativa a existência de uma força para conter alguns desses males. Porém só recentemente, em 2019, a Polícia Penal conquistou espaço na Carta Magna e na Constituição do Estado.
E nosso lugar não é apenas dentro dos muros da prisão: nossas atribuições transcendem as muralhas, com tal importância que o promotor de São Paulo, Lincoln Gakiya, que investiga o PCC há duas décadas, mencionou, publicamente em entrevista, o caráter essencial da inteligência da Polícia Penal para a Segurança Pública. É, portanto, pertinente que eu recite outros versos do nosso hino:
“Outrora da segurança à margem,
A ti não há grupamento igual
Em sacrifício, força e coragem,
Brava e guerreira – polícia penal!”
Mas hoje não é apenas sobre a Polícia Penal: é sobre todos que marcharam neste evento cívico; é sobre as pessoas que vieram assistir a essa celebração, não só da Independência, mas da união de um povo. É sobre acordar cedo, enfrentar as batalhas, emocionar-se, aplaudir e sorrir mesmo diante das dificuldades que lhes (que nos) são impostas.
É sobre Oeiras e sua gente calorosa; é sobre a perseverança dos brasileiros... é sobre o Brasil.
Obrigado a todas e a todos!
Flávio José Pereira da Silva [Flávio de Ostanila] é policial penal, escritor, bacharel em Direito e professor de Língua Portuguesa.
Fonte: JTNEWS
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