Silvio Barbosa

Professor concursado do Curso de Comunicação Social da UFPI, campus Teresina. Doutor em Comunicação e Mestre em Filosofia do Direito é advogado e jornalista, com 24 anos de experiência de mercado, tendo trabalhado em empresas como Rede CBS (Estados Unidos), Globo, Bandeirantes, Record e TV Cultura. Autor dos livros TV e Cidadania (2010) e Imprensa e Censura (no prelo) e dos documentários Vale do rio de lama - no rastro da destruição, e Sergio Vieira de Mello, um brasileiro em busca da paz no mundo.
Professor concursado do Curso de Comunicação Social da UFPI, campus Teresina. Doutor em Comunicação e Mestre em Filosofia do Direito é advogado e jornalista, com 24 anos de experiência de mercado, tendo trabalhado em empresas como Rede CBS (Estados Unidos), Globo, Bandeirantes, Record e TV Cultura. Autor dos livros TV e Cidadania (2010) e Imprensa e Censura (no prelo) e dos documentários Vale do rio de lama - no rastro da destruição, e Sergio Vieira de Mello, um brasileiro em busca da paz no mundo.

Quem tem vergonha de Teresina? Então, por que esconder o que ela tem de melhor?

Dicas de como mostrar ao visitante as belezas locais

Um colega do Rio de Janeiro, professor de arquitetura, esteve recentemente em Teresina a trabalho. Passou dois dias numa faculdade local averiguando o curso de Arquitetura para o Ministério da Educação.

Foto: Associação Brasileira de MunicípiosVista aérea de Teresina, capital do Piauí
Vista aérea de Teresina, capital do Piauí

Na noite em que ia embora, finalmente conseguimos nos ver para um jantar. E já fui logo perguntando: - o que achou da bela Teresina? E, para minha surpresa, disse que não viu nada além de um passeio de carro pelo centro da cidade, ciceroneado por uma pessoa da faculdade. Disse que não viu nada de destaque. E eu insisti: - Como assim, e o Theatro 4 de Setembro, construído há 125 anos? E a resposta foi um - Não vi, ninguém me levou lá.

Fiquei chocado. Oras, um visitante que pouco sabe de Teresina, passa por aqui e não recebe uma imersão rápida no que temos de belo para mostrar. Daí então, dei uma rápida aula de valorização do patrimônio arquitetônico, urbanístico e natural da capital piauiense.

Falei do mirante da Ponte Estaiada, que oferece uma visão completa de 360 graus da belíssima cidade circundada pelo verde. Ouso dizer, que o mirante oferece o melhor Skyline (termo dos urbanistas para designar a vista geral) do Brasil.

Falei que era essencial, também, ter dado uma volta de carro pelo projeto Lagoas do Norte, que está recuperando brejos degradados numa região historicamente abandonada pelo poder público.

Recomendei, ainda, o Encontro dos Rios, que acontece em plena área urbana, a apenas 20 minutos de carro do centro da cidade. Bom, é bem verdade que os rios Pinheiros e Tietê também se fundem dentro da cidade de São Paulo. Mas ninguém pensaria em ir até lá ver esse encontro já que os rios paulistas não passam de dois grandes canais de esgoto a céu aberto.

Abri imagens na internet para o colega arquiteto do Rio de Janeiro ver o que perdeu. Eu o deixei frustrado por não ter tido um guia com disposição para mostrar o que Teresina tem de para ser visto.

Por isso, para não deixar outros visitantes assim, com a sensação de que não há nada digno de ser admirado em Teresina, anote aí essas poucas dicas, caro leitor. Mas tem muito mais, como o Museu Arqueológico da UFPI, com o esqueleto de um piauiense que viveu antes de Cristo, o Museu do Piauí, no centro, com um cuidadoso e carinhoso apanhado de nossa história, o Mercado Central, restaurado e com uma pequena galeria no piso superior...

Vamos lá, crie coragem e fale bem de Teresina para quem vem nos visitar. Valorize nossa cidade e o que a faz brilhar.

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