Walter Siqueira

Promotor de Justiça aposentado, advogado, músico, criador e apresentador do canal de entrevistas "Jogando Conversa Afora", no YouTube.

Elvis vai ao cinema

Depois da banda Queen e de Elton Jonh, chegou a vez de Elvis Presley ser retratado na telona.

Depois de Bohemian Rhapsody e Rocket Man estourarem nos cinemas do mundo inteiro recentemente, retratando a banda Queen e Elton John, respectivamente, chegou a vez de Elvis Presley ocupar à telona. Após testar vários pretendentes ao papel, o ator americano Austin Butler, de 27 anos, foi o escolhido para encarnar o Rei do Rock nesta cinebiografia, cuja produção tem início previsto para 2020.

Foto: Metro JornalAustin Butler / Elvis Presley
Austin Butler / Elvis Presley

A direção ficará por conta do renomado diretor Baz Luhrmann, conhecido, dentre outros, por trabalhos como “Moulin Rouge” (2001) e “O grande Gatsby” (2013). Com a grandeza de quem já vendeu mais de um bilhão e meio de discos, Elvis Presley tem tudo para reinar de novo. Para se ter uma idéia, só a morte de Michael Jackson, em 2009, o destronou do posto de artista morto que mais fatura (foram 40 milhões de dólares em 2018). Desde 1977 (ano de sua morte), ele reinava absoluto na primeira posição.

Tanto para os apaixonados, fãs de ontem e de hoje, quanto para a nova geração, o novo filme de Elvis tem tudo para encantar com o inegável carisma do icônico astro. Essa, pelo menos, é a expectativa de quem entende muito de Elvis, como Marcelo Neves, paulista, presidente do fã clube Elvis Triunfal, um dos maiores do Brasil e o mais completo site nacional sobre o cantor.

Ouvido por nossa reportagem, Marcelo Neves disse que com o seu imenso poder do cinema de atingir as massas, espera que o filme angarie novos fãs, como aconteceu com a banda Queen após o recente Bohemian Rhapsody. Ao que se sabe hoje, segundo ele, o Queen vende mais discos depois do filme do que quando Freddie Mercury ainda estava vivo! Sobre a escolha do elenco, Marcelo aprovou, destacando Tom Hanks, que viverá o contestado Coronel Tom Parker, empresário de Elvis.

Foto: Marcelo NevesPresidente do Fã Clube
Presidente do Fã Clube Elvis Triunfal

Quanto a Austin Butler, que fará o papel do astro, a expectativa também é positiva. Marcelo destaca que os recursos cinematográficos de hoje certamente ajudarão a tornar Austin mais semelhante à aparência real do cantor, já que é muito difícil encontrar um ator que realmente se assemelhe à aparência muito particular de Elvis. A única preocupação de Marcelo é que, como no filme Bohemian Rhapsody, os produtores resolvam inserir fatos fictícios no roteiro para lhe dar um ar mais fantástico, o que pode criar uma imagem distorcida do cantor para a nova geração. “A vida de Elvis já foi fantástica demais! Não precisa inserir fatos fictícios”, insiste Marcelo.

Elvis Presley, na verdade, já esteve em outras cinebiografias desde logo após sua morte, em 16 de agosto de 1977. Destacam-se Elvis não morreu (1979), Elvis, o ídolo imortal (1981), Elvis e eu (1985) e Elvis, o início de uma lenda (2007), todos - à exceção desse último - cometendo o equívoco de retratar um Elvis um tanto caricato. Por se tratar de um personagem tão denso, cheio de nuances, apenas um rebolado e uma voz empostada no tom grave não o definem inteiramente. É difícil interpretar Elvis, e esse é o primeiro grande desafio do novo filme.

Tudo leva a crer num grande sucesso cinematográfico, como ocorreu com Bohemian Rhapsody e Rocket Man. As novas gerações poderão, finalmente, descobrir o porquê do sucesso avassalador de um cantor que era a segunda imagem mais reproduzida do mundo quando faleceu, aos 42 anos. A primeira? Mickey Mouse! Vendo recordes assim, fica até difícil imaginar que um garoto pobre do sul dos Estados Unidos, sobrevivente de um parto duplo em que o irmão gêmeo morreu, iria impactar tanto a história da música.

Um infarto fulminante no banheiro do seu quatro deu fim a uma carreira que poderia ter um sido, afinal, mais longeva e rica. Um coisa é certa: Elvis, de novo, vai abalar estruturas quando tomar de assalto as salas de cinema mundo afora, por meio de uma história de vida que se confunde com a do próprio Rock’n’roll. Na tela, ele estará mais vivo do que nunca, confirmando a máxima de “ELVIS NÃO MORREU”! E ele não morrerá jamais mesmo!

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