Rodrigo Maia criticou Bolsonaro por divulgar vídeo nas redes sociais que detona instituições
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, chamou o vídeo de "agressivo e desnecessário, por gerar conflitos secundários em um país que precisa de união para superar as crises"Na manhã desta quarta-feira (30), por volta das 8h30, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), concedeu uma entrevista à jornalista Ana Flor, no programa Globo News em Ponto.
Ele falou sobre o rito das Emendas Constitucionais referentes às Reforma Tributária e Administrativa, a exiguidade do tempo para que essas questões sejam tramitadas ainda este ano, por não ser algo resolvível do dia para a noite, deve haver uma articulação.
Enfatizou ainda a necessidade de haver algo do ponto de vista de atacar o combate à pobreza, já que 25% da riqueza do país está nas mãos de 1% da população.
Questionado pela jornalista Ana Flor, que conduziu a entrevista, sobre o filme divulgado pelo presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara se mostrou indignado com o material. No vídeo, Bolsonaro mostra revolta ao se comparar com um leão e que todos ao redor são hienas, como CUT, PT, OAB, Supremo Tribunal Federal (STF) e até mesmo o seu próprio partido, o PSL. Após a enorme repercussão, ele tirou o vídeo e se desculpou.
Rodrigo Maia criticou a postura de Bolsonaro e disse que isso só acirra os problemas brasileiros, quando o governo deveria se preocupar com o futuro.
“Em um momento o presidente [Jair Bolsonaro] responsabiliza terceiros e em outro pede desculpas. Ele [com tal comportamento] apenas divide mais o Brasil. Restringe, também, a capacidade de diálogo do presidente. (...) Tanto o Congresso quanto o Supremo, principalmente os partidos políticos que hoje estão no Congresso Nacional têm dado uma demonstração de responsabilidade, cada um com sua agenda", comenta Rodrigo Maia.
Em sua fala, Maia enfatizou a superficialidade e o extremismo das discursões políticas atuais ao exemplificar que atualmente basta discordar para ser considerado "marxista" ou "comunista". Disse ainda que esse debate é de uma agenda do século passado e ao invés de brigar por isso, o foco deveria ser o crescimento do país, para, inclusive combater a pobreza [que torna cada vez mais o Brasil em condição de desigualdade social galopante].
Fonte: JTNews
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