Papa condena guerra na Ucrânia por ‘destruir todos os povos’
O Pontífice fez duas reflexões em duas audiências no Vaticano, após retomar sua agenda depois de cancelar seus compromissos para fazer exames médicosNeste sábado (23/04), o papa Francisco condenou as guerras, a da Ucrânia e as que são registradas em outras partes do mundo, porque “destroem todos os povos envolvidos” e enfatizou a necessidade das sociedades recuperarem a “civilização do amor”.
O Pontífice fez duas reflexões em duas audiências no Vaticano, após retomar sua agenda depois de cancelar seus compromissos para fazer exames médicos.
“As lágrimas de Maria são um sinal do clamor de Deus pelas vítimas da guerra que está destruindo não só a Ucrânia, mas todos os povos envolvidos na guerra: porque a guerra não destrói apenas os derrotados, mas também o vencedor e aqueles que olham com olhos superficiais. A guerra destrói a todos”, disse o argentino em encontro na Sala Nervi aos participantes da peregrinação da comunidade pastoral “Madonna delle Lacrime” da cidade de Treviglio.
O Pontífice fez duas reflexões em duas audiências no Vaticano, após retomar sua agenda depois de cancelar seus compromissos para fazer exames médicos.
“As lágrimas de Maria são um sinal do clamor de Deus pelas vítimas da guerra que está destruindo não só a Ucrânia, mas todos os povos envolvidos na guerra: porque a guerra não destrói apenas os derrotados, mas também o vencedor e aqueles que olham com olhos superficiais. A guerra destrói a todos”, disse o argentino em encontro na Sala Nervi aos participantes da peregrinação da comunidade pastoral “Madonna delle Lacrime” da cidade de Treviglio.
Segundo o líder da Igreja Católica, “as tragédias que vivemos neste momento, particularmente a guerra na Ucrânia tão próxima de nós, nos lembram a urgência de uma civilização do amor”.
“No olhar de nossos irmãos e irmãs, vítimas dos horrores da guerra, lemos a necessidade profunda e urgente de uma vida marcada pela dignidade, paz e amor”, acrescentou Francisco em uma outra audiência na Sala Clementina com os participantes do simpósio “Nas pegadas do Cardeal Suenens. O Espírito Santo, Maria e a Igreja”, promovido pela Associação Fiat.
Em sua mensagem, Jorge Bergoglio reforçou a necessidade de “construir uma humanidade, uma sociedade de relações fraternas e cheias de vida”.
“A um mundo pobre de humanidade deve ser dada uma mensagem forte com palavras, ações e testemunhos, e com a força de ver o mundo com um olhar positivo, um olhar de amor, um olhar de esperança, um olhar de compaixão e ternura, com atenção especial às pessoas desfavorecidas e marginalizadas”, ressaltou.
Por fim, o líder da Igreja Católica fez um apelo para que o “perfume do amor de Deus” seja espalhado por toda parte e o espírito missionário seja cultivado para estar perto de quem sofre. “Caminhe e lute com eles, por sua dignidade humana”, exortou Francisco, dirigindo-se aos cerca de 120 participantes.
Por causa da dor no joelho, o Papa saudou todos sentado. “Peço desculpas porque vou cumprimentá-los sentados, porque esta dor no joelho não me permite ficar de pé por tanto tempo”.
Francisco tem expressado frequentemente a sua preocupação com a guerra desencadeada com a invasão russa na Ucrânia desde 24 de fevereiro, tendo chegado a propor a mediação do Vaticano. O religioso já fez dezenas de discursos condenando o conflito e o “massacre” contra a população civil.
O Vaticano, inclusive, desistiu de realizar um encontro entre o Papa e o primaz da Igreja Ortodoxa Russa, Cirilo, previsto para ocorrer em junho, em Jerusalém.
Fonte: Isto É
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