Pacientes enfrentam filas e adiamentos no tratamento oncológico no Hospital São Marcos
Presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Charles da Silveira, apresentou uma série de esclarecimentos e propostas para lidar com o cenário preocupante.Em meio a longas filas, adiamentos de tratamentos e denúncias de falta de medicamentos no Hospital São Marcos, o presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Charles da Silveira, apresentou uma série de esclarecimentos e propostas para lidar com o cenário preocupante. E reforça que o problema ultrapassa a gestão municipal e envolve responsabilidades também do Estado e da União.
“É preciso que a gente entenda que essa é uma situação difícil, que não pode permitir paralisação no atendimento. Isso é uma questão de interesse público”, afirmou Charles, ao destacar que o município tem feito sua parte. Segundo ele, o prefeito Silvio Mendes, que é médico, tem demonstrado sensibilidade e compromisso com a saúde pública, mas reconhece que o município sozinho não tem capacidade de resolver o problema por completo.
De acordo com os dados apresentados, só em 2025 a Prefeitura de Teresina já repassou mais de R$ 32 milhões ao Hospital São Marcos, com valor líquido de R$ 24,9 milhões. Charles também lembrou que a unidade tem isenção de 25% em tributos, por ser filantrópica, e que atende tanto SUS quanto plano de saúde e particular.
Ele explicou ainda que, enquanto o município se responsabiliza por grande parte dos custos, o Estado repassa apenas R$ 900 mil por mês ao São Marcos, e a Prefeitura está com dificuldades para manter o complemento de R$ 650 mil, justamente em razão do déficit acumulado na saúde. “Nós temos, em média, entre R$ 20 e R$ 22 milhões de déficit mensal só com o HUT, que atende todo o estado do Piauí. Quem cobre isso? O município”, questionou.
O presidente da FMS relatou ainda que a atual gestão encontrou, ao assumir, um processo de cobrança judicial do município contra o próprio Hospital São Marcos, referente a repasses não realizados no passado. Segundo ele, a própria direção do hospital reconhece uma dívida de R$ 31 milhões.
“Não adianta simplesmente sacar dinheiro das contas públicas e colocar dentro do hospital. É preciso responsabilidade. Por isso, estamos propondo uma auditoria operacional e financeira para identificar onde estão os gargalos”, declarou Charles. Como parte da estratégia de enfrentamento da crise, a Prefeitura, junto com a Procuradoria do Município, também está acionando judicialmente o Estado e a União para que assumam suas responsabilidades no financiamento da alta complexidade.
Outro ponto destacado foi a prorrogação do decreto de emergência na saúde pública de Teresina, que permite maior agilidade na compra de insumos e medicamentos. “Uma licitação normal leva de quatro a seis meses. E se eu não comprar um antibiótico agora para o HUT, as pessoas morrem. É disso que estamos falando: vidas humanas”, disse.
Por fim, Charles defendeu transparência total nos custos do Hospital São Marcos e revelou que a FMS solicitou oficialmente a presença do Instituto Nacional do Câncer (INCA) em Teresina para avaliar o funcionamento da unidade. “Queremos evitar a paralisação, garantir tratamento e, acima de tudo, proteger a população com responsabilidade e transparência”, concluiu.
Fonte: JTNEWS
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