Mãe e filha são presas suspeitas de encomendar assassinato em Joaquim Pires

Segundo informações da Polícia Civil, as duas mulheres teriam contratado pessoas para executar o crime.

A esposa e a sogra de Antônio José Nascimento de Araújo foram presas na noite de quinta-feira (15), suspeitas de envolvimento direto no assassinato do homem, ocorrido na noite da última quarta-feira (14), na zona rural do município de Joaquim Pires, no Norte do Piauí.

Foto: Reprodução/ Valença OnlinePolícia Civil do Piauí
Polícia Civil do Piauí

Segundo informações da Polícia Civil, as duas mulheres teriam contratado pessoas para executar o crime. Após o homicídio, a esposa da vítima teria amarrado e amordaçado a própria filha com o objetivo de simular uma situação de crime e, em seguida, acionou a polícia.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Antônio José já sem vida, caído no chão da sala da residência. A esposa foi localizada amarrada e amordaçada. No interior do imóvel, foram apreendidos um machado, uma faca e um facão. A perícia inicial constatou que a morte foi causada por perfurações provocadas por arma branca.

De acordo com a Polícia Militar, a guarnição foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) após denúncia de possível violência doméstica. No entanto, durante a apuração inicial, os depoimentos da esposa e da sogra apresentaram contradições, o que levantou suspeitas sobre a versão apresentada por elas.

Conduzidas à delegacia, ambas acabaram confessando participação no crime e indicaram três envolvidos, sendo adolescentes. Os menores foram identificados, ouvidos e também confessaram o envolvimento no assassinato.

Em depoimento, a esposa afirmou que a motivação do crime estaria relacionada a episódios recorrentes de violência doméstica. Ela relatou que era submetida a relações sexuais sem consentimento, que o companheiro supostamente espionava as filhas durante o banho, circulava nu pela casa e que teria sido flagrado tocando a filha de cinco anos.

Ainda segundo o relato, a última agressão teria ocorrido no sábado anterior ao crime, quando ele novamente teria tocado a criança. Esse episódio teria sido o estopim para que ela deixasse a residência e se mudasse para a casa da mãe, onde o plano para a execução da vítima teria sido arquitetado.

Testemunhas ouvidas informaram não ter percebido movimentações suspeitas nem a presença de pessoas estranhas nas proximidades da residência no momento do crime. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Piauí.

Fonte: JTNEWS com informações do GP1

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