Justiça mantém prisão preventiva de empresário acusado de matar policial Marcelo Soares
A juíza entendeu que os autos demonstram a gravidade do crime e a periculosidade do réu, que disparou contra agentes da polícia no momento do cumprimento de mandado de prisão temporária.A Justiça do Maranhão manteve a prisão preventiva do empresário Bruno Manoel Gomes Arcanjo, acusado de matar o policial civil Marcelo Soares da Costa, do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), durante a operação Turismo Criminoso, no município de Santa Luzia do Paruá, no dia 3 de setembro. Além disso, o empresário também é acusado de tentativa de homicídio contra Laécio Evangelista Pires Ferreira, João Francisco Braz Vaz, Attila Oliveira Soares e Egídio dos Santos Silva Filho.
A decisão foi proferida pela juíza Patrícia Bastos de Carvalho Correia, da Comarca de Santa Luzia do Paruá, nesta terça-feira, 1º de abril. A magistrada considerou que a prisão preventiva do acusado é necessária para garantir a ordem pública e evitar qualquer interferência no curso das investigações, uma vez que há indícios de que o suspeito representa risco à sociedade e às testemunhas do caso.
Segundo a decisão, a defesa de Bruno Manoel Gomes Arcanjo alegou a ausência de elementos suficientes para a manutenção da prisão. No entanto, a juíza entendeu que os autos demonstram a gravidade do crime e a periculosidade do réu, que disparou contra agentes da polícia no momento do cumprimento de mandado de prisão temporária.
O Ministério Público reforçou a necessidade da medida cautelar, apontando que o crime ocorreu em circunstâncias violentas e que a liberdade do acusado poderia comprometer a instrução processual. Dessa forma, a Justiça decidiu manter Bruno Arcanjo preso até que o caso seja julgado.
A família do policial Marcelo Soares tem se manifestado publicamente exigindo justiça e punição exemplar aos responsáveis pelo crime. O caso segue em tramitação e deve ter novos desdobramentos nas próximas semanas.
Relembre o caso
O policial civil do Piauí Marcelo Soares da Costa, de 42 anos, do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), foi assassinado na manhã do dia 3 de setembro durante a Operação Turismo Criminoso, deflagrada contra um grupo acusado de fraudes no Departamento Estadual de Trânsito do Piauí (DETRAN-PI). A operação foi conduzida pelos policiais do DRACO, sob a coordenação do delegado Laércio Evangelista, em apoio ao Departamento de Combate à Corrupção.
Durante a ação, a equipe foi cumprir um mandado de prisão temporária contra Bruno Manoel Gomes Arcanjo, no município de Santa Luzia do Paruá, no Maranhão. No momento da abordagem, o empresário recebeu os policiais a tiros, atingindo Marcelo Soares, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O caso gerou grande repercussão e mobilizou forças policiais do Maranhão e do Piauí.
Fonte: JTNEWS
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