Alexandre Nardoni tem habeas corpus deferido e cumprirá pena no regime semiaberto

Alexandre Nardoni foi condenado a 30 anos pelo assassinato da filha Isabella, em 2008

Condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato da própria filha, Isabella Nardoni, em março de 2008, Alexandre Nardoni teve habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal Justiça (STJ) e voltará a cumprir pena no regime semiaberto.

Desde a condenação, no mesmo ano do crime, ele está preso na P2 de Tremembé, no interior de São Paulo.

Foto: Alex Silva/AEAlexandre Nardoni  foi condenado por jogar a filha do 6º andar de um prédio em SP, em 2008
Alexandre Nardoni foi condenado por jogar a filha do 6º andar de um prédio em SP, em 2008

Em agosto deste ano, ele teve a ‘saidinha’ do Dia dos Pais interrompida e retornou a Tremembé. Isso ocorreu após o STJ impor a ele o regime fechado e determinar um novo exame criminológico.

Na quarta-feira da semana passada, o habeas corpus foi concedido pelo ministro Ribeiro Dantas, do STJ, em comunicado feito pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O ministro concluiu que não existia necessidade do preso passar por um segundo exame criminológico.

Na decisão, publicada dia 30 e divulgada nessa terça-feira (05), o ministro Dantas afirma que Alexandre tem o direito de continuar em regime semiaberto, conquistado em abril deste ano, por apresentar "bom comportamento carcerário, ausência de faltas disciplinares e o fato de ter sido favorável o exame psiquiátrico."

Na época em que ele voltou ao regime fechado, os desembargadores consideraram que o crime hediondo exigia mais de uma avaliação para que o detento voltasse para o convívio social. 

Além disso, o TJ-SP ainda avaliou que ter cumprido o tempo exigido para a progressão não é suficiente para conceder o semiaberto.

No entanto, a defesa de Nardoni alega que o teste criminológico realizado foi favorável à progressão do detento ao regime semiaberto e que não há necessidade de outro teste. 

Alexandre Nardoni, que jogou a filha do 6º andar de um prédio em São Paulo com ajuda de Anna Carolina Jatobá, ex-companheira e madrasta da menina – também condenada e no semiaberto desde 2017 –, chegou a ficar cerca de quatro meses no semiaberto até ter a progressão ao regime revogada.

Apesar da decisão, o detento permanece na ala do regime fechado de Tremembé.

Fonte: JTNews com informações do Uol Notícias

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