Vacinação contra a COVID-19 ainda não começou em 11 estados brasileiros
O Instituto Butantan tem 4,8 milhões de doses em fase final de produção, mas enfrenta problemas para importar matéria-prima para fabricar maisA vacinação contra a COVID-19 começou em mais 15 Estados nesta segunda-feira (18/01), um dia após o pontapé dado por São Paulo neste domingo (17/01). A expectativa do Ministério da Saúde era que as doses chegassem a todas as capitais nesta segunda a tempo da aplicação, o que acabou sendo frustrado por problemas no transporte.
Assim, a aplicação ainda não começou a ocorrer em 11 Estados, que esperam conseguir iniciar nesta terça-feira (19/01), a imunização. As doses foram chegando ao longo da tarde e da noite em diferentes Estados.
O Rio teve de montar uma logística própria para transportar suas doses a tempo de conseguir realizar um evento para a primeira aplicação, aos pés do Cristo Redentor, ainda com a luz do dia. A capital fluminense prevê imunizar 110 mil pessoas em quatro dias. À noite, foi a vez de Santa Catarina iniciar a sua campanha contra a COVID-19, que imunizou um enfermeiro, um idoso e uma indígena.
No caso do Rio Grande do Sul, o atraso previsto para a entrega das doses fez o governo realizar uma coletiva de imprensa perto da meia-noite desta terça-feira (19). Às 23h, a página oficial da gestão Eduardo Leite (PSDB) anunciava a primeira vacinação para “daqui a pouco”. Já o Rio Grande do Norte, com a chegada das doses prevista para 22h55, preferiu transferir o ato simbólico para a manhã desta terça.
O carregamento no Pará só chegou na madrugada desta terça. Em vídeo nas redes sociais, o governador Helder Barbalho (MDB) disse que a previsão original de entrega era até as 15h30 dessa segunda, destacou as falhas logísticas do ministério e chamou o atraso de "lamentável". Ele agendou o começo da vacinação no Estado para a manhã de terça.
O primeiro lote distribuído tem seis milhões de doses da Coronavac, o que é suficiente para imunizar somente 0,5% dos idosos e 1/3 dos profissionais de saúde. Presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde e titular da pasta no Maranhão, Carlos Lula estima que esta nova remessa seja esgotada em apenas uma semana e diz não haver garantias de que, ao término desses 6 milhões de doses, o País já tenha recebido mais estoque.
O Instituto Butantan tem 4,8 milhões de doses em fase final de produção, mas enfrenta problemas para importar matéria-prima para fabricar mais. O governo federal tenta importar da Índia 2 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica britânica AstraZeneca, mas os planos fracassaram até agora.
Estados que não iniciaram a vacinação contra a COVID-19 nesta segunda-feira (18): Rio Grande do Norte; Paraíba; Acre; Rondônia; Roraima; Pará; Distrito Federal; Sergipe; Bahia; Alagoas e Amapá.
Fonte: JTNEWS com informações do Estadão Conteúdo
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