Senado deve votar projeto contra Fake News ainda esta semana
Votação foi adiada na última terça (2), relatório que estava sendo gestado repercutiu mal entre senadoresNa semana que se inicia os senadores devem votar o projeto contra Fake News. Antes, porém, a proposta deve ser suavizada. Na terça-feira (2) a votação da proposta foi adiada. O relatório – versão do projeto inicial depois de sugestões dos congressistas – que estava sendo gestado repercutiu mal entre senadores.
O relatório estipulava, por exemplo, até 5 anos de prisão para financiadores de crimes contra a honra e discursos de ódio na internet.
A votação da proposta ainda não está na agenda oficial do Senado.
A Câmara tem em sua pauta MPs (medidas provisórias) voltadas à economia durante a crise do Coronavírus. A pauta é remanescente da semana anterior. Estão na agenda de terçafeira (9) as seguintes medidas provisórias:
• 927 de 2020 – flexibiliza regras trabalhistas durante a pandemia;
• 932 de 2020 – reduz temporariamente as alíquotas do Sistema S;
• 933 de 2020 – suspende o aumento nos preços dos medicamentos;
• 944 de 2020 – concede crédito para empresas bancarem as folhas de pagamento na crise do Coronavírus.
Dessas, as votações mais prováveis são a que suspende o aumento no preço de remédios e a que reduz as alíquotas pagas ao Sistema S.
O relator da MP 927, Celso Maldaner (MDB-SC), disse que tem apoio suficiente para aprovar o texto, mas não há acordo com a oposição. “Voto tem, mas o Rodrigo [Maia, presidente da Câmara] só vota [põe em votação] o que tem acordo”.
Um indicativo da dificuldade de haver acordo em torno da medida é o número de emendas apresentadas: 1.082. Emendas são propostas de alteração do projeto.
A medida provisória 944 enfrenta problema mais pontual. A principal divergência é sobre o risco dos empréstimos para empresas pagarem folha de pagamento. A medida provisória estipula que 85% do risco é do governo federal. Os outros 15%, dos bancos, responsáveis pelas operações.
O risco de não receber tem feito os bancos dificultarem o acesso ao crédito. O dinheiro não está chegando ao destino.
Deputados pressionam para que o poder público assuma 100% do risco, mas o governo não quer. Teme que a inadimplência seja alta. Também argumenta que, com os 15% de risco dos bancos, as instituições têm incentivo para cobrar os devedores.
Também está na agenda da Câmara o projeto de lei 3.267 de 2019. A proposta afrouxa o código de trânsito, um tema caro ao presidente Jair Bolsonaro.
Acordo costurado na Câmara durante a pandemia estipulou que seria dada preferência a projetos ligados ao combate aos efeitos da COVID-19 para que pudesse ser instalada a votação remota – com a maioria dos deputados votando de casa por meio de seus celulares.
O governo, porém, pressiona para que as leis de trânsito sejam discutidas. Na quarta-feira (3) foi aprovada a urgência do projeto.
Fonte: Poder360
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