Plenário da Câmara pode concluir votação da Lei de Licitações, que proíbe compra de artigo de luxo

A Câmara dos Deputados aprovou no dia 11, três emendas ao projeto da nova Lei de Licitações

O Plenário da Câmara dos Deputados pode concluir, a partir de hoje (17), a votação do projeto da nova Lei de Licitações. Uma das mudanças incorpora emenda do deputado Gilson Marques (Novo-SC) para impedir a compra de artigos de luxo pela administração pública, segundo definições de um regulamento posterior.

A emenda determina que, após 180 dias da publicação da lei, a compra de bens de consumo somente poderá ser feita com a edição do regulamento e que o valor máximo de referência será o praticado pelo Executivo federal.

Foto: Luis Macedo/Câmara dos DeputadosO pedido do dinheiro para as queimadas da Amazônia foi feito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia
Plenário pode concluir votação da nova Lei de Licitações

O projeto cria modalidades de contratação, exige seguro-garantia para grandes obras, tipifica crimes relacionados ao assunto e disciplina vários aspectos do tema para as três esferas de governo (União, estados e municípios).

Os Destaques

Dentre os destaques [parte votada separamente] pendentes está um do PDT, que pretende retirar do texto a permissão para a administração exigir seguro-garantia de até 30% de contratos de maior vulto (superiores a R$ 200 milhões).

Outro destaque, do bloco PP-MDB-PTB, pretende excluir do texto do relator, deputado Augusto Coutinho (Solidariedade-PE), a permissão para a administração estabelecer, em contrato de fornecimento de mão de obra, que a liberação do pagamento de férias, décimo terceiro salário e verbas rescisórias ocorrerá apenas após o fato gerador.

Já o destaque do PT pretende retirar a correção dos pagamentos devidos pela administração que não os quitar após 45 dias da emissão da nota fiscal. O texto prevê correção pelo IPCA-E para contratos de fornecimento e pelo INCC para contratos de obras. Além disso, incidirão juros de mora de 0,2% ao mês.

Fonte: JTNews, com informações da Câmara dos Deputados

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