MP ingressa com ação para regularizar do serviço de iluminação pública de São João do Piauí
Um abaixo-assinado de moradores informou problemas no fornecimento no serviço de iluminação pública, pedindo providênciasO Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de São João do Piauí, ingressou ação civil pública contra o município, representado pelo prefeito municipal Gil Carlos Modesto Alves, em busca da regularização do serviço de iluminação pública.
Isto porque o Inquérito Civil Público n° 94/2018 averiguou a falta de iluminação pública em São João do Piauí e constatou má qualidade na prestação do serviço. Um abaixo-assinado de moradores da localidade Monte Horebe, zona rural, e do bairro urbano Alto Santa Fé, informou problemas no fornecimento no serviço de iluminação pública, pedindo providências.
Em audiência extrajudicial com Francisco José, secretário de Infraestrutura do município, e Manoel Meneses Coelho José, diretor do Departamento de Limpeza e Iluminação, o promotor de Justiça Jorge Luiz da Costa Pessoa sugeriu que, em um prazo de quatro meses, o problema de iluminação pública do bairro Alto Santa Fé e na localidade Monte Horebe fosse solucionado, prazo aceito como razoável pelos representantes municipais, diante da tramitação de processo licitatório voltado à resolução do problema.
Entretanto, o prazo não foi obedecido. "Às vésperas de expirar o prazo fixado, nenhuma ação municipal havia sido efetivada. Além disso, o problema persistia não só nos bairros mencionados nas denúncias, mas em vários setores de todo o município", explica o promotor.
Por este motivo, o MPPI expediu a Recomendação n° 019/2019 para que fossem adotadas medidas administrativas necessárias à adequação do serviço de iluminação pública em toda extensão urbana do município, com a colocação de postes de lâmpadas adequadas, uma vez que eram utilizadas lâmpadas residenciais, bem como a substituição das lâmpadas danificadas e a manutenção constante do serviço de iluminação pública, em condições de eficiência e continuidade. Porém, o município não solucionou o problema.
"O município de São João do Piauí utiliza lâmpadas caseiras nos postes de iluminação pública, o que não supre a necessidade urbana e das localidades. As ruas ficam escuras e, consequentemente, perigosas. Além do mais, as reposições custam a acontecer.
Apesar disso, a Contribuição para Custeio de Serviço de Iluminação Pública (COSIP) está sendo cobrada normalmente na conta de energia dos consumidores e não cabe outra alternativa à população se não a de pagar a devida contribuição, que é cobrada na fatura de energia consumida, sob pena de desligamento do serviço individual, mesmo recebendo um serviço de iluminação pública notoriamente deficiente", destaca.
Mesmo com reclamações dos munícipes, audiências e recomendação da Promotoria de Justiça, nada foi realizado, caracterizando conduta negligente. Por este motivo, o MPPI requer a troca imediata das lâmpadas residenciais nos postes públicos, onde houver, por lâmpadas apropriadas para iluminação pública, assim como a troca daquelas que estiverem impróprias para o uso e a modernização de suportes e materiais utilizados para o serviço de iluminação pública.
O MPPI solicita, ainda, o mapeamento de localidades, bairros, ruas, praças e espaços públicos sem iluminação pública, providenciando sua rápida instalação e a realização dos serviços necessários para prestar um serviço de qualidade e eficiente e a apreciação da tutela de urgência, aguardando a designação de audiência de conciliação.
Fonte: MPPI
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