Foguete que levava satélites brasileiros some após lançamento na Índia
Universidade Federal do Maranhão desenvolveu um dos satélitesO lançamento na madrugada dessa segunda-feira (12) do foguete indiano PSLV-C62, que levava a bordo 15 equipamentos, entre eles o satélite indiano de observação da Terra EOS-N1 e cinco satélites brasileiros, apresentou falhas e o veículo foi perdido. A Agência Espacial Indiana (Isro, na sigla em inglês) ainda não deu informações sobre o local onde o foguete pode ter caído.
O lançamento ocorreu às 10h17, no horário local da Índia (1h48, no horário de Brasília), do Centro Espacial Satish Dhawan, na ilha de Sriharikota, na Índia. Pouco mais de 6 minutos do lançamento foi identificada uma falha no terceiro dos quatro estágios do foguete, que levou a alteração na trajetória.
“A missão PSLV-C62 detectou uma anomalia no final do estágio PS3. Uma análise detalhada foi iniciada”, informou a Isro em uma rede social.
Era o voo de número 64 do foguete. Além do satélite indiano, ele levava a bordo o nanossatélite Aldebaran-I e outros quatro nanossatélites brasileiros.
Desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com apoio institucional e financeiro da Agência Espacial Brasileira (AEB), o Aldebaran era um protótipo para validar novas tecnologias.
O projeto para a construção do satélite teve início há 5 anos. O nome Aldebaran-I é uma referência à estrela mais brilhante da constelação de Touro, que tem origem árabe e significa seguidor. Tecnicamente o nanossatélite é um cubesat padrão 1U, dispositivo com formato cúbico e 10 centímetros de lado.
O aparelho ajudaria na localização de queimadas e no auxílio às autoridades costeiras do país em missões de busca e resgate de pequenas embarcações pesqueiras que enfrentam dificuldades no mar.
O nanossatélite é uma prova de conceito, ou seja, um protótipo que será usado para validar uma nova tecnologia espacial.
Além do Aldebaran-I, também foram colocados em órbita outros quatro satélites brasileiros: Orbital Temple, EduSat-1, Galaxy Explorer e UaiSat. Os equipamentos fazem parte do Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) 2022–2031, coordenado pela AEB, que estimula o desenvolvimento de nanossatélites acadêmicos, de baixo custo e alta relevância social.
Fonte: JTNEWS com informações da Agência Brasil
Comentários
Últimas Notícias
-
Justiça
STF autoriza progressão de Walter Delgatti Neto para regime semiaberto
-
Política
TCE identifica risco de prejuízo aos cofres públicos em licitações de Sebastião Leal (PI)
-
Geral
Ex-piloto brasileiro da Fórmula 1 é preso nos EUA por agressão
-
Política
Prefeito de São Julião acusa morosidade, TCE rejeita cautelar e abre prazo para defesa da Câmara
-
Geral
Foguete que levava satélites brasileiros some após lançamento na Índia
Blogs e Colunas
Mais Lidas
-
Saúde
Aleitamento artificial: Qual o custo, os riscos e por que insistir no aleitamento materno?; por Grazi Mantovaneli
-
Geral
Anvisa manda recolher lote de molho de tomate com pedaços de vidro
-
Geral
Três crianças desaparecem após saírem para brincar no Maranhão
-
Política
Prefeita de São Braz do Piauí é alvo de denúncia por supostas irregularidades no FGTS e INSS desde 2017
-
Segurança Pública
DRACO deflagra operação e prende duas mulheres integrantes do PCC em Altos