Ex-servidor da Prefeitura de Teresina é apontado pela PF como articulador do esquema de propina na SEMEC
Ele é investigado pela Polícia Federal por envolvimento em esquema envolvendo servidores terceirizados.O ex-servidor da Prefeitura de Teresina, Marcus Almeida de Moura, preso em 14 de outubro na Operação Gabinete de Ouro, da Polícia Civil do Piauí, é considerado pela Polícia Federal o principal articulador do esquema de pagamento de propina envolvendo servidores terceirizados na Secretaria Municipal de Educação do Município de Teresina, investigado na Operação Mãos Limpas, deflagrada na manhã dessa quarta-feira (26).
As investigações da Polícia Federal, que começaram em 2023, apuraram irregularidades em contratos de terceirização de mão de obra da Secretaria Municipal de Educação (SEMEC), referentes aos certames de 2019 e 2022, ambos ainda em execução.
No decorrer do inquérito, Marcus Almeida de Moura entrou no radar da investigação como sendo o principal articulador dos funcionários terceirizados, admitidos por meio de contratos celebrados entre a administração pública municipal.
Compartilhamento de provas
Após a deflagração da Operação Gabinete de Ouro, realizada pelo Departamento de Combate à Corrupção (DECCOR), a Polícia Federal fez um pedido formal para o compartilhamento de provas do material apreendido pela Polícia Civil do Piauí, a fim de subsidiar novos elementos de informação na investigação em curso pela PF. Com isso, a Polícia Federal obteve acesso ao conteúdo extraído dos dispositivos eletrônicos vinculados ao investigado, tendo sido desnecessário um novo pedido de prisão pela autoridade policial federal.
Alvos presos na Operação Mãos Limpas
Ao todo, foram cumpridos 31 mandados judiciais, sendo 27 de busca e apreensão e 4 de prisão temporária, que foram cumpridos ontem: São eles: Francisco de Jesus dos Reis (proprietário da antiga Belazarte, atualmente Alfa Gestão de Recursos Humanos LTDA), Victor Almeida de Moura, Bruno Barbosa dos Santos e Francisco Aderson de Sousa Ramos.
Os mandados eram temporários e como todos colaboraram com as investigações foram soltos.
Sequestro de bens no valor de R$ 40 milhões
A Justiça Federal determinou o sequestro de bens e o bloqueio de ativos financeiros dos investigados, que ultrapassam R$ 40 milhões, valor estimado do prejuízo aos cofres públicos
Fonte: JTNEWS com informações do GP1
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