Jamil Leite

Especialista em fisiologia e prescrição do exercício clínico, Bacharel e Licenciado em Educação Física, Personal trainer e Professor de ginástica laboral
Especialista em fisiologia e prescrição do exercício clínico, Bacharel e Licenciado em Educação Física, Personal trainer e Professor de ginástica laboral

Academias do Brasil na pós-quarentena do Coronavírus: estamos prontos pra voltar?

Atualmente,há uma grande discussão e análise sobre se as academias são serviços essenciais à população.

A complexidade que envolve a reabertura das academias pós-quarentena, aqui no Brasil, foi o estopim para mais uma reflexão sobre os reflexos da pandemia do Coronavirus. Coloca-se em discussão se academias podem ser realmente consideradas serviços essenciais, em meio a este caos.

Foto: Gabriela MagerAcademia
Academias vazias

O tema foi iniciado com um impreciso decreto presidencial, elaborado de forma a ir contra a literatura científica, pondo em risco a vida dos usuários e funcionários de estabelecimentos fitness. Com decisão mais assertiva, o Supremo Tribunal Federal (STF) direcionou aos  governos estaduais  e municipais a decisão sobre a reabertura das academias, de acordo com o estudo epidemiológico acerca da Covid 19 de cada região - e da aprovação de autoridades ou órgãos sanitários.

Além da discussão sobre se as academias são ou não estabelecimentos necessários para a saúde (física e mental) da população – afinal sabemos e discutimos há muito os benefícios da prática de atividade física constante - temos que considerar também a situação econômica para além dos proprietários das academias. Este meio congrega um grande número de profissionais sob sua estrutura, funcionários de diversos escalões, bem como educadores físicos que trabalham como personais, categorias diretamente afetadas com esta indefinição. E este seria  momento em que os donos de academia, além de se enquadrarem nos protocolos sanitários exigidos para uma provável abertura, deveriam possibilitar a flexibilização (ou redirecionar o trabalho) de seus funcionários. Quanto aos personais que atuam de forma autônoma, estes deverão se reinventar para um provável novo estilo de aula, mais afinado com o momento.

Em suma: a volta às academias (ou a volta do funcionamento destas ) deverá ser estudada e analisada por cada município/estado brasileiro, dentro das bases estabelecidas com base na literatura científica – com prioridade em assegurar a vida dos usuários, funcionários e personais. Faz-se essencial a continuidade, neste momento, das práticas de prevenção contra o coronavírus (higienização do corpo, utilização de EPI´s) bem como manter as medidas de afastamento social. Além de – enfatiza-se – promover a prática saudável de atividade física, acompanhada de um profissional, segundo recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS).

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