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Bolsonaro sanciona Reforma da Previdência dos militares em detrimento das demais forças de segurança

A inclusão de policiais e bombeiros militares na reforma das Forças Armadas deve render uma economia de R$ 59 bilhões em uma década para os estados

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Bolsonaro vai vetar vários pontos do projeto de lei de abuso de autoridade

Foi publicado hoje (17), no Diário Oficial da União (DOU) a lei que reestrutura as carreiras das Forças Armadas, concede aumento salarial à categoria e prevê regras mais suaves do que as aplicadas aos civis.

Sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, a nova lei amplia o tempo de serviço nas Forças Armadas de 30 para 35 anos. Também aumenta gradualmente de 7,5% para 10,5% a alíquota de contribuição. Também haverá cobrança de pensionistas, que hoje não contribuem. A alíquota chegará a 13,5% para alguns casos de filhas pensionistas vitalícias não inválidas.

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Bolsonaro vai vetar vários pontos do projeto de lei de abuso de autoridade

Diferentemente da Reforma da Previdência dos civis, os militares não terão idade mínima para se aposentar. A regra de transição será menos rigorosa, com pedágio de 17% sobre o tempo que falta para o militar passar à reserva.

A reforma também se aplica aos policiais e bombeiros militares, que passarão a ter direito a receber o último salário (integralidade) e o mesmo reajuste salarial dos ativos (paridade). A reestruturação das carreiras militares deve custar R$ 86,85 bilhões aos cofres públicos.

Na prática, a reestruturação reduz a economia prevista com a reforma dos militares, estimada em R$ 97,3 bilhões em dez anos. A economia real esperada com o projeto é de R$ 10,4 bilhões em dez anos. A inclusão de policiais e bombeiros militares na reforma das Forças Armadas deve render uma economia de R$ 59 bilhões em uma década para os estados.

A reforma cria o Adicional de Compensação de Disponibilidade Militar, relativo à disponibilidade permanente e à dedicação exclusiva, características da carreira. Esse adicional no soldo será maior quanto maior for a patente do militar, tanto para oficiais quanto para praças. Varia de 5% para militares em início de carreira a 32% no final. Para os oficiais-generais, o percentual vai de 35% a 41%.

A proposta ainda prevê reajustes anuais, até 2023, nos percentuais do Adicional de Habilitação, que serão incorporados aos soldos. O texto também trata de gratificações de representação, auxílio-transporte e ajudas de custo.

Confira o texto completo da lei.

Fonte: Congresso em Foco e Diário Oficial da União

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