O Governo de Minas Gerais convocou, nesta quinta-feira (9), os professores e funcionários das escolas estaduais para voltarem ao trabalho nas próximas duas semanas, período que coincide com o de isolamento social para conter a proliferação do Novo Coronavírus.
Segundo a SEE (Secretaria de Estado de Educação), as aulas da rede pública de Minas devem retornar em um "regime não presencial" no dia 4 de maio.
Os diretores, inspetores, coordenadores, secretários, assistentes técnicos e auxiliares de serviços de educação básica vão retornar às atividades na próxima terça-feira (14). Já os aproximadamente 135 mil professores começarão a trabalhar no dia 22 de abril.
A determinação é que os servidores atuem, preferencialmente, por teletrabalho. Os funcionários que não tiverem equipamentos para isto, poderão solicitar os dispositivos às escolas.
No entanto, um levantamento do Sindute-MG (Sindicanto Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais) aponta que ao menos 50 mil servidores, entre faxineiros, porteiros e cantineiros, que não podem exercer suas funções de casa, vão ter que ir até às instituições de ensino, conforme orienta o decreto estadual.
“Fica a cargo do diretor da escola organizar a maneira mais segura para o cumprimento das tarefas”, explicou o Governo de Minas em nota.
Após o anúncio do Governo do Estado, um grupo de 29 deputados estaduais pediu ao MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) para garantir que as escolas continuem fechadas para evitar aglomeração de pessoas.
A deputada Beatriz Cerqueira, presidente da Comissão de Educação da ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais), defende que o retorno das atividades contraria a orientação da OMS (Organização Mundial de Saúde) em relação ao isolamento social.
Fonte: Noticias.r7