Política

PF esclarece ação policial no Karnak e governo do PI acusa instituição de abuso de autoridade

De acordo com a PF, nenhum dos investigados possui foro especial por prerrogativa de função. O Governo do Piauí reafirma que tem interesse na elucidação dos fatos, porém com respeito à lei

Foto: Jacinto Teles/JTNEWS
Palacio de Karnak, sede do governo do Piauí

Nessa quarta-feira (25),  em coletiva de imprensa, a delegada da Polícia Federal, Milena Soares, informou que cerca de R$ 10 milhões foram bloqueados em bens e imóveis de investigados na operação Satélites. 

A operação cumpriu 19 mandados de buscas e apreensões em empresas, no Palácio de Karnak e Secretaria Estadual de Infraestrutura do Piauí (Seinfra). 

Foto: Divulgação
Palacio de Karnak, sede do governo do Piauí

De acordo com a delegada da PF, apesar de algumas das autuações serem de anos anteriores, uma das ações ilícitas permanecia sendo feita. “O crime de lavagem de dinheiro é permanente, até hoje ele está presente”, afirmou Milena.

Governo do Estado denomina a operação de “espetáculo” e que PF cometeu “abuso de autoridade”

O governo ressaltou ainda que o Estado não é parte no processo e investiga empresas e servidores, a quem cabe o legítimo direito de defesa e o contraditório, por ser garantia constitucional.

Confira na íntegra a Nota do Governo do Estado:

"A respeito da operação da Polícia Federal deflagrada nessa manhã (25), o Governo do Estado informa que não há investigação contra o Estado. O processo investiga empresas e servidores, a quem cabe o legítimo direito de defesa.

O Estado é parte interessada no processo e sempre agiu de forma colaborativa, fornecendo todos os documentos, dados e informações solicitadas. Nada do que foi entregue na operação deixaria de ser entregue bastando comparecer e requisitar. Mais uma vez lamentamos o caminho do espetáculo. A operação de busca e apreensão realizada pela polícia no interior de repartições públicas que não são objeto da investigação, com cobertura midiática ao vivo, atenta contra o Estado de Direito, pilar da Constituição Federal, podendo caracterizar claro abuso de autoridade.

O Governo do Estado reafirma seu compromisso com a transparência e continuará repassando documentos e informações solicitadas e, mais que qualquer outro, tem interesse na elucidação dos fatos, porém com respeito à lei".

Foto: Divulgação
Coletiva de imprensa da Polícia Federal sobre a Operação Satélites

Os mandados fazem parte de quatro inquéritos que são desdobramentos de dados investigados na operação Topique, de 2018, que investiga um grupo de empresas e servidores públicos que atuava na contratação ilegal de serviços de transporte de alunos e lavagem de dinheiro.

Não houve nenhuma prisão e o número de servidores investigados não foi divulgado pela PF. As empresas envolvidas seriam, de acordo com os delegados, as mesmas 15 empresas envolvidas na primeira etapa da operação deflagrada em 2018.

Fonte: JTNews com informações do Governo do Estado do Piauí e da Polícia Federal

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