O novo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Rolando Alexandre de Souza, imediatamente após sua nomeação e posse efetivadas nesta segunda-feira (4/5), decidiu trocar a chefia da superintendência da PF do Rio de Janeiro, cuja troca de comando era uma pretensão do presidente da República, Jair Bolsonaro ainda sob a gestão de Sérgio Moro no Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Ramagem continua como diretor da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência). Rolando de Souza delegado da Polícia Federal, também atuava na ABIN, como secretário de Planejamento e Gestão. Já foi superintendente da PF, em Alagoas também atuou na em Rondônia. Foi para a ABIN, a convite de Ramagem e também já atuou na superintendência da PF, em Rondônia.
Rolando Souza foi nomeado em edição extra do Diário Oficial da União, desta segunda, e preenche a vaga que seria de Alexandre Ramagem, indicado na semana passada para o cargo. No entanto, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, acatou um mandado de segurança movido pelo partido PDT, que alegava “abuso de poder” e desvio de finalidade; e suspendeu a posse, por meio de uma liminar.
Essa situação referente ao superintendente da PF no Rio de Janeiro, estava diretamente ligada à crise relacionada à exoneração do ex-diretor geral da PF, Maurício Valeixo, que culminou com o pedido de exoneração irrevogável do então ministro da Justiça, Sérgio Moro.
Sérgio Moro disse durante sua autoexoneração que Jair Bolsonaro queria trocar o diretor-geral da PF para interferir politicamente na instituição policial federal e, em especial na Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro.
Como mostrou o Painel, Alexandre Ramagem, que teve a nomeação suspensa pelo STF (Supremo Tribunal Federal), também tinha decidido trocar o Rio.
Carlos Henrique Oliveira, superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro foi uma escolha direta do ex-diretor da PF, Maurício Valeixo.
Não é necessário ser nenhum especialista para observar que a imediata substituição do superintedente da PF no Rio de Janeiro pelo atual diretor geral da Polícia Federal, atende a um clamor da família Bolsonaro que já demonstrou pleno dissabor em relação a atuação da intiuiçãopolicial federal naquele estado.
Portanto, esse tema ainda vai render muito mais e, inevitavelmente tem repercussão direta com o inquérito autorizado pelo ministro Celso de Melo no Supremo Tribunal Federal, em que o ex-ministro Sérgio Moro foi ouvido ontem (3/5) na Polícia Federal em Curitiba no Paraná.
Fonte: JTNEWS com informações da Agência Brasil