Política

Novo diretor da Polícia Federal, imediatamente após nomeação, exonera superintendente no RJ

Essa situação referente ao superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, estava diretamente ligada à crise relacionada à exoneração do ex-diretor geral da PF, Maurício Valeixo

Foto: Isac Nóbrega/PR
Bolsonaro dar posse a RolandoAlexandre na direção geral da PF perante o ministro da Justiça e Segurança Pública André Mendonça

O novo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Rolando Alexandre de Souza, imediatamente após sua nomeação e posse efetivadas nesta segunda-feira (4/5), decidiu trocar a chefia da superintendência da PF do Rio de Janeiro, cuja troca de comando era uma pretensão do presidente da República, Jair Bolsonaro ainda sob a gestão de Sérgio Moro no Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Foto: Marcio Ferreira/Agência Governo de AL
Rolando de Sousa atual diretor-geral da PF estava na ABIN auxiliando Alexandre Ramagem

Ramagem continua como diretor da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência). Rolando de Souza delegado da Polícia Federal, também atuava na ABIN, como secretário de Planejamento e Gestão. Já foi superintendente da PF, em Alagoas também atuou na em Rondônia. Foi para a ABIN, a convite de Ramagem e também já atuou na superintendência da PF, em Rondônia.

Rolando Souza foi nomeado em edição extra do Diário Oficial da União, desta segunda, e preenche a vaga que seria de Alexandre Ramagem, indicado na semana passada para o cargo. No entanto, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, acatou um mandado de segurança movido pelo partido PDT, que alegava “abuso de poder” e desvio de finalidade; e suspendeu a posse, por meio de uma liminar.

Essa situação referente ao superintendente da PF no Rio de Janeiro, estava diretamente ligada à crise relacionada à exoneração do ex-diretor geral da PF, Maurício Valeixo, que culminou com o pedido de exoneração irrevogável do então ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Foto: Isac Nóbrega/PR
Bolsonaro dar posse a RolandoAlexandre na direção geral da PF perante o ministro da Justiça e Segurança Pública André Mendonça

Sérgio Moro disse durante sua autoexoneração que Jair Bolsonaro queria trocar o diretor-geral da PF para interferir politicamente na instituição policial federal e, em especial na Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro.

Como mostrou o Painel, Alexandre Ramagem, que teve a nomeação suspensa pelo STF (Supremo Tribunal Federal), também tinha decidido trocar o Rio.

Carlos Henrique Oliveira, superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro foi uma escolha direta do ex-diretor da PF, Maurício Valeixo.

Não é necessário ser nenhum especialista para observar que a imediata substituição do superintedente da PF no Rio de Janeiro pelo atual diretor geral da Polícia Federal, atende a um clamor da família Bolsonaro que já demonstrou pleno dissabor em relação a atuação da intiuiçãopolicial federal naquele estado.

Foto: Reprodução/Globo News/pelo JTNEWS
Declarações de Moro sobre a PF no RJ acaba de ser confirmada

Portanto, esse tema ainda vai render muito mais e, inevitavelmente tem repercussão direta com o inquérito autorizado pelo ministro Celso de Melo no Supremo Tribunal Federal, em que o ex-ministro Sérgio Moro foi ouvido ontem (3/5) na Polícia Federal em Curitiba no Paraná.

Fonte: JTNEWS com informações da Agência Brasil

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