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Harvard e MIT processam Trump por nova regra para estudantes estrangeiros

As duas instituições iniciaram ação civil em um tribunal federal de Boston pedindo a suspensão emergencial temporária da medida

Foto: Brian Snyder/Reuters
Estudante de Harvard

A Universidade de Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts processaram o governo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, nessa quarta-feira (8), na tentativa de barrar uma nova regra que proibiria a permanência no país de estudantes estrangeiros se suas universidades passarem a dar cursos pela internet devido à pandemia do novo Coronavírus.

Foto: Brian Snyder/Reuters

As duas instituições iniciaram ação civil em um tribunal federal de Boston pedindo a suspensão emergencial temporária da medida, anunciada pelo governo na segunda-feira (6).

"Defenderemos esse caso vigorosamente para que nossos estudantes internacionais - e de instituições de todo o país - possam continuar seus estudos sem ameaça de deportação", escreveu o reitor de Harvard, Lawrence Bacow, em comunicado destinado à comunidade universitária.

A ação civil das duas universidades norte-americanas é a primeira contestação à regra, que poderia obrigar dezenas de milhares de alunos estrangeiros a deixarem o país se suas escolas adotarem o ensino remoto. Harvard havia anunciado que todas as aulas serão virtuais no próximo semestre.

A procuradora-geral de Massachusetts, Maura Healey, disse em comunicado que seu estado também está planejando um processo de repúdio à medida, que qualificou de "cruel" e "ilegal".

O Departamento de Justiça dos EUA não respondeu de imediato a um pedido de comentário. O presidente norte-americano, Donald Trump, está pressionando escolas de toda a nação a reabrirem no outono do Hemisfério Norte.

O anúncio do governo Trump surpreendeu instituições acadêmicas que lutam com os desafios logísticos de retomar às aulas com segurança, enquanto a pandemia do novo coronavírus se espalha sem trégua por todo o mundo e aumenta nos EUA, especialmente entre os jovens.

Fonte: Agência Brasil

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