O Brasil registrou até as 19h desta quarta-feira (13) o total de 188.974 casos de Coronavírus e confirmou a recuperação de 78.424 (41,5% do total) pacientes. As informações foram atualizadas e repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde de todo o Brasil.
O país já está pagando o preço dos atritos que o governo de Jair Bolsonaro criou com a China, em plena pandemia do Coronavírus. Luiz Henrique Mandetta. Em entrevista, defendeu que o governo se concentre em lutar contra o vírus, e não compre uma briga neste momento com Pequim. Para ele, o surto no Brasil está "apenas começando"
Até o momento, são 13.149 mortes provocadas pela doença, que mantém a taxa de letalidade de 7%, considerando o total de casos confirmados. Nas últimas 24 horas, o país registrou 11.385 novos casos e 749 novas mortes.
Em entrevista à rede americana CNN, o ex-ministro Mandetta não descartou que o número diário de mortes no Brasil ultrapasse a marca dos mil casos.
Lembrando o ex-ministro deixou o cargo no mês passado, depois de uma série de desentendimentos com o Planalto sobre a condução da resposta à pandemia. Para ele, o Brasil vive ainda suas primeiras semanas. "Estamos no início", apontou.
"A população não sabe para que lado ela vai", lamentou, numa referência às ordens diferentes dadas por diferentes entidades políticas no país. "Eu dizia uma coisa e o presidente dizia outra", admitiu.
Mandetta também se preocupa com o posicionamento internacional do país, nas últimas semanas, o chanceler Ernesto Araújo passou a criticar a China por conta da crise internacional.
E acredita que acredita que a ciência irá desvertir os problemas que ocorreram no país asiático. Mas insiste que esse debate precisa ficar para depois. "A impressão que eu tenho é que, num local cheio de pólvora, o Itamaraty entra fumando", disse.
"Não é hora de apontar dedos. Primeiro precisamos enfrentar o coronavírus. Depois podemos lavar roupa suja", insistiu. Também deixou claro que a atual estrutura da OMS não permite à entidade ter os instrumentos necessários para lidar com crises como a atual e que a pandemia do Novo Coronavírus pode ser determinante para o futuro da instituição.
O ex-ministro acredita que o Brasil perde com um sistema internacional enfraquecido, e lamenta a postura tomada pelo governo nas últimas semanas.
Mandetta defendeu sua gestão no Ministério da Saúde e diz que, ao assumir a pasta, notou como o Brasil estava ausente do debate internacional depois do governo de Michel Temer e de uma aproximação dos governos de Lula e Dilma a países como Cuba.
"Meu medo é de o Brasil com um discurso anti-organizações (internacionais). Os EUA têm musculatura para se defender. Mas nós podemos ficar pelo caminho", alertou. O ex-ministro afirma temer que o governo adote uma postura de alinhamento exagerado com os EUA e com um discurso de confrontação às entidades internacionais.
Fonte: JTNEWS com informações do UOL