Em entrevista à Folha de S. Paulo, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o comando da Polícia Federal (PF) precisa dar uma “arejada” e chamou de “babaquice” a reação de integrantes da corporação às recentes declarações sobre trocas em superintendências e na diretoria-geral.
“Essa turma [que dirige a PF] está lá há muito tempo, tem que dar uma arejada”, disse o chefe do Executivo na entrevista que foi publicada nesta quarta-feira (4).
Bolsonaro afirmou que teve uma conversa com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, sobre uma possível mudança na direção da PF. A corporação é subordinada ao ministro.
“Está tudo acertado com o Moro, ele pode trocar [o diretor-geral, Maurício Valeixo] quando quiser. Mais difícil é trocar de esposa. Eu tive uma conversa a dois com o Moro. [O diretor-geral] tem que ser Moro Futebol Clube, se não, troca. Ninguém gosta de demitir, mas é mais difícil trocar a esposa. Eu demiti o Santos Cruz, com quem tinha uma amizade de 40 anos”, disse, referindo-se à saída do ex-ministro da Secretaria de Governo.
Apesar da insatisfação, Bolsonaro indicou que não há, até o momento, nenhuma definição sobre prazo para a troca na direção da PF. Contudo, o presidente não negou que o nome do delegado Anderson Gustavo Torres, atual secretário de Segurança do Distrito Federal, seja o favorito.
No mês passado, o mandatário brasileiro entrou em uma polêmica com o superintendente da PF no Rio de Janeiro, Ricardo Saadi. Bolsonaro afirmou que substituiria o delegado por problemas de “gestão e produtividade”. Na última sexta-feira (30), a saída de Saadi foi confirmada com publicação de despacho no Diário Oficial da União. O delegado Tácio Muzzi assumiu o cargo interinamente.
Procuradoria Geral da União (PGU)
O presidente afirmou que deve anunciar até amanhâ (5), o nome indicado para assumir o comando da PGU. Depois da sabatina, o indicado passa por votação no Senado Federal. Bolsonaro não indicou nome, mas sinalizou que deve ser do sexo masculino. "Tem que tirar nota 7 e ser alinhado comigo", disse o presidente.
Fonte: JTNews, com informações da Folha de S. Paulo