Luiz Henrique Mandetta ministro da Saúde, confirmou na tarde desta quinta-feira (16), através do Twitter, sua exoneração. A exoneração do ministro da Saúde ocorre em meio à pandemia da COVI-19, que já provocou 1.924 mortes no País.
Em coletiva de Imprensa, realizada nesta tarde ele agradeceu a toda equipe de colaboradores. De maneira equilibrada e serena o ex-ministro falou de sua trajetória de trabalho, falou de suas experiências e lutas na área da saúde, desde o início de sua carreira como médico.
Agradeceu aos conselhos que recebeu dos seus amigos, citou nominalmente a equipe e destacou a importância dos trabalhos realizados na sua gestão.
O agora ex-ministro se reuniu durante a tarde com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto. Os dois já vinham explicitando publicamente nas últimas semanas divergências na condução da pandemia.
Registro histórico
Luiz Henrique Mandetta estava à frente do Ministério da Saúde desde o início do governo Jair Bolsonaro. Deputado por dois mandatos, ele desistiu de concorrer à reeleição em 2018.
Formado em medicina, Mandetta é especializado em ortopedia pediátrica e gestão de serviços e sistema de saúde. Iniciou sua carreira como médico no Hospital Geral do Exército e, em 1993, passou a compor o quadro de médicos da Santa Casa de Campo Grande (MS).
Em 1996, foi admitido como médico adjunto do Hospital Universitário e atuou também como professor do curso de pós-graduação da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Em 2004, iniciou gestão de quatro anos como conselheiro eleito do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul.
De 2005 a 2010, entrou na política ao assumir a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (MS).
Após esse período, exerceu dois mandatos como deputado federal pelo Mato Grosso do Sul (2011 e 2018), quando empenhou esforços nas áreas sociais, especialmente saúde, medicina, assistência social e educação, compondo comissões e subcomissões temáticas, além representante do grupo de parlamentares brasileiros no Paraná.
Os dois tiveram uma audiência pela manhã. Um pouco antes, Mandetta se reuniu com Bolsonaro e anunciou em uma rede social sua demissão, que deve ser publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta quinta-feira. Segundo integrantes do governo, a posse do oncologista está prevista para semana que vem.
O que se espera do novo ministro da Saúde?
O presidente da República Jair Bolsonaro, anunciou nesta quinta-feira (16), o médico oncologista Nelson Luiz Sperle Teich para substituir Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde, conforme já amplamente divulgado pelos meios de comunicação. Anúncio já confirmado no Diário Oficial da União.
Assim sendo, o que se espera do novo ministro é apenas que ele cuide da saúde dos brasileiros, que, como todo o Planeta está em situação de vulnerabilidade incalculável, com essa Pandemia da COVID-19.
O ministro da Saúde como qualquer outro membro do Governo é subordinado ao Chefe do Executivo Federal, e nessa condição é demissível ad nutum [ou seja, a qualquer tempo, pode perder o emprego a qualquer momento].
Ao contrário do que alguns segmentos 'politiqueiros' tanto do Congresso Nacional como de parte da imprensa, de que deveria aprovar uma lei que proibisse o presidente da República, os governadores e prefeitos de exonerar [que erroneamente chaman de demitir] ministro e secretários de saúde em tempos de Pandemia, isso não ocorreu e tampouco deveria ser discutido.
Seria ridículo, pois independente do momento, o cargo é de confiança, quem foi eleito legitimamente tem a prerrogativa de assim proceder [nomeando quem atender os requisitos de confiança e conhecimento técnico na área], gostem muitos ou poucos, essa é a realidade, e pronto!
Enfim, o que se espera do novo ministro da saúde é trabalho, muito trabalho, bom senso e que o presidente Jair Bolsonaro se contenha e submeta-se às normas de saúde independentemente da força do cargo e da tinta da sua caneta.
Essa é a opinião do JTNEWS, salvo melhor juízo.
Fonte: JTNEWS