Wilson Camilo

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Bolsonaro afirma que pegou áudios das ligações gravadas pela portaria do condomínio

Presidente também acusou o governador Wilson Witzel de 'manipular' processo que trata assassinato de Marielle Franco

Rio – Em entrevista a jornalistas de Brasília, o presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado 02/11/2019, que pegou os áudios das ligações realizadas entre a portaria e as casas do condomínio Vivendas da Barra antes que, segundo ele, os áudios fossem adulterados.

Foto: ARQUIVOS TRIBUNAPresidente Jair Bolsonaro em fogo cruzado
Presidente Jair Bolsonaro em fogo cruzado

O presidente, no entanto, não especificou a data em que retirou os arquivos da portaria do condomínio e se houve consentimento do sindico e, autorização judicial, vez que se tratava de objeto de investigação do ministério público e da Policia Federal.

A declaração foi uma referência ao depoimento do porteiro do condomínio, que disse ter ligado para a casa de Bolsonaro para autorizar a entrada de Élcio de Queiroz, um dos suspeitos do assassinato da vereadora Marielle Franco.

O Ministério Público do Rio informou, na sexta, que os áudios contradizem o relato do porteiro. Também neste sábado, Bolsonaro disse que o governador do Rio, Wilson Witzel , "manipulou" o processo que trata do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes . Ele completou que tem "convicção" de que o ex-aliado agiu para "botar meu nome lá dentro". Sobre a fala do presidente, o Palácio do Planalto diz que não irá comentar.

Bolsonaro disse que Witzel não podia ter acesso ao processo em segredo de Justiça. Em 9 de outubro, segundo o presidente, Witzel o comunicou que o processo foi mandado para o Supremo, em um jantar em Brasília em comemoração ao aniversário do ministro do Tribunal de Contas da União Augusto Nardes. Já os deputados da REDE, PSOL e PSB, em tom de indignação disseram, "Não cabe ao presidente da República determinar a apreensão de provas. Esperamos que se determine o quanto antes a devolução do material apreendido pelo presidente da República e que o mesmo responda perante a Justiça pelo ilícito que confessou ter praticado", afirmaram os deputados em nota.

Por Wilson Camilo

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